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Jovens músicos homenageiam Villa-Lobos

    O FestVilla inicia nova etapa com espetáculo em homenagem ao compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos. Depois de cinco temporadas de apresentações no Instituto Cervantes, o maestro Ricardo Sousa-Castro conduz os jovens músicos do Movimento Sinfônico e Coral Juvenil Brasileiro e a Orquestra Metropolitana de Brasília em concerto na sexta-feira (7/7), no Centro Cultural da ADUnB, na Universidade de Brasília. O violonista Alvaro Henrique, considerado um dos maiores especialistas em Villa-Lobos, será o solista na ocasião. Vale lembrar que, às 14h, no mesmo local, haverá palestra sobre técnicas de estudos para músicos.

    Com entrada gratuita, o espetáculo será dividido em três partes. A primeira, dedicada às peças para violão; na segunda parte é o momento de apresentar o concerto escrito pelo próprio maestro Ricardo Sousa-Castro em homenagem a Villa-Lobos; e no terceiro momento do espetáculo o maestro conduz a Orquestra Metropolitana de Brasília. “É interessante que o público possa comparecer à estreia da obra pensada para homenagear Villa-Lobos. Há três citações ao longo da peça que, quem conhecer a obra dele, vai reconhecer”, explica o maestro.

    O Movimento Sinfônico e Coral Juvenil Brasileiro (MovSinfo) é uma organização artística, cultural e musical que visa a criação e a manutenção de coros, orquestras e outros grupos, como bens imateriais da sociedade. Também promove uma ação social e solidária que já promoveu a transformação na vida de mais de 100 jovens do Distrito Federal, atendidos gratuitamente nos núcleos sociais. Desde sua fundação, em 2012, o grupo já realizou importantes concertos, seminários e outros eventos dentro e fora do Brasil, crescendo em tamanho, qualidade, e chamando a atenção do público e da imprensa. Foi fundado pelo Maestro Ricardo Sousa-Castro, com o apoio do Maestro José Carmelo Calabrese (Venezuela), concretizando uma perfeita combinação entre o trabalho social e a realização artística.

     

    Sobre Alvaro Henrique

    Alvaro Henrique busca tocar as pessoas com seu violão. Cada experiência musical envolve um repertório que conta uma estória, tocados pelo instrumento da época, com o profundo estudo de cada composição. É o único brasileiro a tocar todas as obras para violão solo de Villa-Lobos na última década, e um dos violonistas que mais estrearam concertos para violão na história do instrumento (cinco até o momento, de compositores espanhóis e brasileiros). Também têm se dedicado a tocar música do passado em réplicas de instrumentos dos séculos XVI, XVIII e XIX, para um mergulho mais intenso em cada composição.

    Já tocou em quinze países de três continentes, incluindo desde países com intensa atividade de concertos, como EUA, Inglaterra, Alemanha, Áustria e Suíça, a países menos ativos como Namíbia, Moçambique, Jamaica e Grécia. Entre essas apresentações encontram-se recitais solo (como na Irlanda), concertos com orquestra (como na Finlândia), e apresentações em festivais (como no Peru). Foi regido por Júlio Medaglia, Angelo Cavallaro, Rogério Santos, Ville Mankkinen, entre outros.

    Além de tocar a música do passado empregando informações sobre a época, Alvaro Henrique é bastante ativo na promoção da música do presente. Estreou obras de compositores consagrados, como Cláudio Santoro, e promove a música de autores pouco conhecidos, como Oliver Thedieck. Entre as estréias realizadas, destaque para a primeira transmissão radiofônica de Valse-Choro, de Heitor Villa-Lobos, pela Rádio Câmara. Mais de uma dezena de obras foram escritas para o  instrumentista e estreadas por ele, entre elas cinco concertos para violão, fazendo de Alvaro Henrique um dos violonistas que mais teve concertos dedicados a ele em toda a história. Entre os compositores que escreveram para ou tiveram obras estreadas por ele estão Jorge Antunes, Ernest Mahle, John Duarte, Mário Ferraro, Carlos Alberto da Silva, Sérgio Igor Chnee, Guerra Vicente, Celso Mojola, Jean Goldenbaum e Calimério Soares.

    Alvaro Henrique foi o primeiro brasiliense a gravar um álbum de violão erudito. Participou de outros dois CDs, um lançado na Suíça (Brazilian Breeze, música brasileira para grupo de flautas) e outro lançado na Áustria (com obras de Jean Goldenbaum). Também participou da gravação do DVD da “Ópera de Rua: Auto do Pesadelo de Dom Bosco”, de Jorge Antunes. Seu último CD, Suíte Candanga (Centaur Records), mostra em música a história de Brasília. “Melodia”, DVD Independente, é um recital didático para mostrar aos leigos mais sobre o violão que toca melodias ao invés de apenas fazer acompanhamento.

    É presidente-fundador da Associação Brasiliense de Violão (BRAVIO). A BRAVIO é a primeira associação da América do Sul parceira da Guitar Foundation of America, e desde 2005 realizou mais de 100 eventos entre concertos, saraus, palestras, masterclasses, festivais e concursos. Ela recebeu músicos do Japão ao Canadá, como Jorge Caballero, Judicaël Perroy, Gabriel Bianco e Johannes Möller.

    Entre 2010 a 2012 trabalhou como professor substituto na Universidade Federal de Uberlândia, e nesse breve período teve 12 alunos de graduação premiados em concursos, tocando em locais importantes como Salzburg (Áustria), e/ou participando da gravação de CDs. Além de aulas no ambiente acadêmico, tem ministrado palestras e cursos de extensão sobre planejamento de carreira, expressividade musical, e técnicas de estudo para músicos.

    Sua atuação na área acadêmica inclui a dissertação de mestrado “O Planejamento da Expressividade na Música Contemporânea”, realizada na Universidade de Brasília, com orientação de Antenor Correa, e artigos publicados no Brasil. Seus textos não-acadêmicos foram publicados em jornais e revistas especializadas, como a Violão Pró.

    Alvaro Henrique é bacharel em violão pela Universidade de São Paulo (USP), possui diploma de Kunstliche Ausbildung pela Hochschule für Musik Nürnberg (Alemanha) e é mestre em música pela Universidade de Brasília. Entre seus principais professores estão Franz Halasz, Alvise Migotto, Bohumil Med e Zilmar Gustavo Costa. Sua educação informal inclui dezenas de masterclasses com músicos de destaque internacional como Odair e Sérgio Assad, Leo Brouwer, Judicaël Perroy, Michael Lewin, Jakob Lindberg, Pavel Stedl e Ricardo Gallen e experiência em outras práticas musicais (oboé, regência, composição).

    Desde 2014 é um Artista Royal Classics, e utiliza cordas dessa empresa.

     

    Sobre o maestro Ricardo Sousa-Castro

    Mestre em Regência Orquestral pela Universidad Simón Bolívar (Venezuela) sob a orientação do maestro Alfredo Rugeles e Bacharel em Regência pela Universidade de Brasília orientado pelo maestro David Junker, Ricardo Sousa-Castro participou de cursos na Alemanha, Itália, República Tcheca, Venezuela, Argentina e Brasil com maestros como Helmuth Rilling, Kirk Trevor e Filippo Maria Bressan. Também estudou com o maestro Emílio de César em Brasília. Regeu orquestras no Brasil e exterior, entre elas a Sinfonietta de Berlim (Alemanha), Orquestra Sinfônica Rossini (Itália), Orquestra Sinfônica de Carabobo (Venezuela), Ensamble Contemporâneo Simón Bolívar (Venezuela), Orquestra de Câmara de Lanús (Argentina), Banda Sinfônica 24 de Junho (Venezuela), além de diversas orquestras no Brasil. Vencedor do concurso “Jovens Compositores” da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre em 2012, suas obras já foram estreadas na Venezuela, Argentina e Brasil. Regeu as óperas “Così Fan Tutte”, “The Little Sweep”, “The Merry Wives of Windsor”, “Orfeu e Eurídice”, “Dido e Enéas” e “Cena Musical”, além de highlights das óperas “La Forza del Destino”, “Aida” e “Xerxes”. Fundou o Coro de Câmara de Brasília em 2001 e o Movimento Sinfônico e Coral (MovSinfo) em 2012. É autor do livro “Os pilares da música” pela editora Thesaurus e gravou o CD “Ensaios” em 2008.

     

     

    CONCERTO VIOLÃO E ORQUESTRA

    Villa-Lobos e seu legado

    Descrição: Villa-Lobos mudou a música brasileira. No concerto, além de músicas dele para violão, ouviremos a estreia do Concerto “Villalobiano” para violão e orquestra infanto-juvenil, de Ricardo Castro, regida pelo próprio, além de obras de compositores brasileiros e estrangeiros.

    Execução: Orquestra Metropolitana de Brasília, tendo como solista o violonista Alvaro Henrique.

    Local: Centro Cultural da ADUnB, UnB

    Datas e horários: dia 7/7 às 20h

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